Nascimento: Maio de 1979, em Uberlândia/MG
Profissão: hoje divide-se entre micro-empresária, autora e escritora (amadora, por enquanto)
Mãe da Gigi, de 7 anos, com muito orgulho. Adora ler, escrever, teatro, música e estar entre amigos e a família.
Gosta de assuntos cotidianos, filosóficos, didáticos e sem noção, também. Procura ver as pessoas sempre com bons olhos, afinal, ninguém é todo bom nem todo mau.
- Resumo de sua história:
Thatiana é a mais velha de 4 irmãos, sendo os outros três, Thaís (30), Thiago (28) e Thales (16) que perderam a mãe em agosto de 2002, de câncer.
Depois, “casou-se” (ajuntou-se) com Luciano com quem teve uma linda filha, a Gigi.
Não fosse pela trágica morte de Luciano, ainda hoje provavelmente estariam casados e felizes como eram até tudo acontecer.
Hoje namora Fred, que a ajuda em tudo, inclusive neste blog, ama Gigi como filha e respeita a memória de Luciano como um grande tesouro que a família tem.
Fred sempre que pode está junto delas e ajuda em tudo… Mesmo sem jamais ter conhecido Luciano em vida, trata de manter viva a memória dele perante Gigi, guardando algumas de suas tradições e costumes, além de ouvir atentamente cada história sobre ele contada por elas.
- A tragédia:
Moravam em Sampa, até que tomaram um grande revés e foram morar em Suzano e, assim, decidiram começar uma nova fase na vida deles.
Saíram de um apartamento de 50 m² para morar numa casa enorme, com jaboticabeiras, ter cachorro, churrasqueira, conforto e tudo o que não tinham no apartamento.
Luciano, radiante como sempre fora, estava ainda mais já que agora podia receber amigos sempre que quisesse, falar alto até a hora que bem entendesse, fazer churrascadas e tudo o mais. Ele até comprou um labrador chocolate, o Thor…
Como ficou longe ir e voltar de Sampa todo dia, abriram um escritório comercial próximo à casa deles, de onde operavam a empresa remotamente e ele atendia os clientes quando necessário.
E aqui sua história de vida mudou completamente…
Até que um dia, ele saiu cedo pra visitar clientes e deixou-a no escritório, com uma alegria fora do normal.
Falaram-se, como de costume, umas 20 vezes no dia por telefone.
E ele demorou mais neste dia, mas ao chegar, sorridente, viu-a esperando por ele lá fora, beijou-a e entregou-lhe um documento (contrato recém-assinado por novo cliente) para guardar, dizendo:
- Amor, guarda AGORA por que se você deixar pra daqui a pouco, você perde.
Thatiana entrou pra guardar e já ‘entre-fechou’ a porta, deixando-a abaixada até a metade.
Foi ao sair que então avistou seu amado, Luciano, sendo ameaçado com uma arma. Tal qual seu desespero, levantou-se rapidamente e o rapaz virou-se para ela.
Luciano (que sempre foi muito superprotetor), então, gritou algo, tipo:
- Você não vai fazer nada com ela – e segurou o braço do cara, puxando-o pra longe, em direção ao meio da rua.
E então, ouviram-se disparos.
“Gritei repetidas vezes pelo amor de Deus e vi sangue em ambos e, naquele momento mesquinho, rezei em mim que o sangue fosse do cara.” (Thatiana Nunes)
Mas houveram mais 3 disparos seguidamente.
Luciano cambaleou enquanto Thatiana corria até ele e assim que chegou a ele, ele caiu ao chão.
“Deitei-me do lado dele e pedi pra ele ficar calmo que eu estava ali, segurando-lhe a mão e olhando dentro de seus olhos.” (Thatiana Nunes)
“E ali, bem ali, eu o vi indo embora. Seus olhos ficaram vazios, as narinas roxas e bem abertas, o sangue vindo-lhe à boca e a respiração já mecanizada, foi-se esvaziando. Ali, naquele asfalto, numa fina garoa, vi meu amor morrer.” (Thatiana Nunes)
Luciano Liviero, jovem empresário, sonhador, pai da Giovanna, maridoamado, um poço de bom humor, morreu pelas mãos de um assaltante de carteirinha que, no fim, não levou nada.
“Enlouqueci. Perdi o rumo da vida, das coisas, do mundo, das pessoas.
Desmaiei, deixei de comer, deixei de dormir, só vivia na internet, cheguei até a pensar que eu é que havia morrido e que estava presa aqui.” (Thatiana Nunes)
Mas, aos poucos, minha família, a família do meu marido foram me dando rumo, me botando prumo e eu fui ficando boa.
“Até que depois de algum tempo conheci o Fred, um cara a quem amo muito, independente de qualquer coisa e que me ajudou (e ajuda!) muito nos momentos mais difíceis e também com a Gigi e sempre fazendo valer a memória e honra do Lu. ” (Thatiana Nunes)
- Conclusão:
Por isso, digo-lhes: o que passei não desejo pra ninguém, mas as pessoas que conheci gostaria que todos pudessem ter iguais!
E, resumidamente, esta é a história da Dra. do Amor.
Triste para alguns, uma linda história de amor para outros, dramática para outros, feliz para outros, teatral para outros. Mas para mim é o que tenho e o que vivi.
Esta história só prova que o amor existe de verdade e que não precisamos apagar uma história de amor para viver outra, mas que precisamos entender que tudo o que vivemos fará parte de nossa vida até o fim de nossos dias, então, não devemos nos envengonhar, afinal, quem nos julga provavelmente é alguém tão infeliz com sua própria história que precise viver apontando os outros.
Fiz muitas escolhas erradas. Muitas mesmo! Mas isso não faz de mim melhor ou pior que alguém, faz apenas eu ser quem e como sou.
Mudando a cada dia!

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